Morte de idosa reabre polêmica

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Brasil

Quinta, 23 de fevereiro de 2006, 19h00

 

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Silvia Ribeiro
Direto de São Paulo

A morte da aposentada Francisca Tavares da Silva, de 77 anos, após ser atacada por um pitbull em Manaus reacendeu a polêmica sobre o fim do animal. A discussão chega agora ao Congresso Nacional. Se aprovado projeto de lei que tramita na Câmara, o Brasil pode não ter mais cães da raça pitbull em 14 anos.

De autoria do deputado Gilberto Nascimento (PMDB-SP), o texto já passou por duas comissões da Câmara e recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça, faltando apenas ser votado para ser enviado ao Plenário. O parlamentar justifica o projeto com o aumento do número de vítimas. "Não quero exterminar os pitbulls. Proponho que os que existem continuem (após a aprovação do projeto), mas passariam por castração para que não possam mais se reproduzir. Esses cães têm vida de 14 anos. Então, em 14 anos não existiriam mais pitbulls no Brasil", explicou.

Os criadores de pitbulls condenam a proposta. Para eles, incidentes como o que levou a idosa à morte estão relacionados à má criação do animal. Amantes da raça defendem ainda que o dono do cão seja responsabilizado por eventuais mortes. "O pitbull é um cão dócil. Todos os que vejo, eu ponho a mão, sem medo. O problema do cão está relacionado ao dono. Se ele foi criado acorrentado, com má alimentação... Tem que saber lidar com o cão. O pitbull tem temperamento mais forte, mas sabendo criar é um cão tão dócil como um outro qualquer", defende Murilo dos Santos, criador de pitbulls e ex-presidente do Clube do American PitBull Terrier do Estado de São Paulo